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Green Ideas

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Sugestão de Leitura by Green Ideas: O Segredo da Criada

28.11.23 | Ana D.

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Hoje partilho uma nova sugestão de leitura.

Título: "O segredo da Criada"
Género: Thriller
Autor: Freida McFadden
Editora: Alma dos Livros

O livro é considerado um fenómeno internacional e Freida McFadden, médica especialista em lesões cerebrais e autora de diversos thrilllers psicológicos, todos eles bestsellers, é a autora do momento.

Assim que se começa a leitura percebem-se bem os motivos desta capacidade de conquista dos leitores, à qual não sou exceção. O livro traz-nos uma escrita ímpar, caracterizada por capítulos curtos mas muito bem "enredados" que nos prendem a atenção e que nos fazem querer avançar sempre mais e mais na leitura, de tão presos pela curiosidade e por saber que vamos ser sempre surpreendidos com o "desenrolar" da história

O tema de suporte do thriller é a ambição desmedida de quem não olha a meios para atingir os fins com o seu plano perfeito mas que tem apenas um ponto fraco: subestimar os adversários.

Não tinha lido o livro anterior "A Criada" mas não senti dificuldade em perceber as referências e ligações que são feitas entre esta sequela e o primeiro livro. Diria que por esse motivo não será imprescíndível que se tenha lido previamente "A Criada" para ler a sequela. Ainda assim, agora já tenho "A Criada" na minha lista de desejos de leitura e já sei que não vou ficar desiludida.


E por aí, já leram algum destes thrillers? 

 

Olhar com Olhos de Ver

Desafio 1 Foto, 1 Texto - #7

24.11.23 | Ana D.

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O olhar dos outros pode mesmo ser um desafio. Parei para pensar na força do olhar dos outros... do olhar dos outros sobre nós... na forma como sentimos esse olhar...  porque o olhar dos outros está significativamente diferente. E falo do olhar, porque não posso sequer falar de ver... de como esse olhar vê... porque não vê... não consegue ver... talvez nem queira ver.

Dizem que "os olhos são o espelho da alma" mas se assim for, corremos o risco de estar a caminhar a passos largos para uma sociedade de "almas cegas". Não de cegueira congénita, mas de uma cegueira de quem se deixa cegar.

Afinal de contas, quem de nós já não se sentiu pequeno, insignificante ou mesmo "nada" ante um olhar cativado por tantos adjetivos mas que por aqui retrato simplesmente como "altivo". Um olhar de quem tudo sabe (ou julga saber) e logo por isso impermeável a tudo... mesmo tudo.

Deve ser minha, a triste sorte, mas encontro cada vez mais destes olhares. Desde os vizinhos e amigos, ao café e deste ao escritório, ao balcão de uma qualquer loja ou serviço ou até no gabinete do médico... Onde antes haviam olhos que "viam", hoje só encontro olhos que "olham"... com desfaçatez, (às vezes até me parece que com desprezo) de tão imbuídos que estão de um "novo riquismo" onde não cabem visões ingénuas, humildes ou de compaixão por alguém. São olhos totalmente treinados e rendidos à  perfeição patente nas redes sociais e desde logo, olhos seletivos. Olhos que só olham para o que lhes interessa. Olhos de quem tem mais olhos que barriga.

E veja-se do que estes olhos são capazes (ou não) quando se encontram com os olhos das idades franja do ser humano. Refiro-me aos mais experientes, com os olhos carregados da humildade de uma vida de trabalho que tanto contribuiu para que estes olhos de hoje possam assim "olhar". E depois há também os olhos de quem aqui chegou à pouco e que ainda tem os olhos carregados de ingenuidade e doçura.

Aos primeiros resta-lhes fecharem os olhos sob o olhar de quem, tantas vezes, já os não quer sequer ver. Aos mais novos, fica a esperança de que abram os olhos e vejam... vejam mais e melhor... vejam com "olhos de ver".

 


Participação no "Desafio 1 foto, 1 texto" em resposta à Isabel Silva do blog "pessoas e coisas da vida".  

Sugestão de Cinema: Assassinos da Lua das Flores

07.11.23 | Ana D.

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Hoje deixo-vos uma sugestão de cinema. Trata-se de “Assassinos da Lua das Flores”.

O filme baseia-se numa história verídica e é inspirado no livro do homónimo do escritor David Grann que retrata a traição dos índios Osage, perpetrada pela ganância branca através de uma série de assassinatos, com o intuito de retirar aos Osage a propriedade das maiores jazidas de petróleo dos Estados Unidos.

O filme é do consagrado Martin Scorsese e conta com a excelência de atores como Robert de Niro e Leonardo Di Caprio. Acho que é um filme a não perder!

À laia de enquadramento histórico partilho que na década de 1870, os índios Osage foram expulsos das suas terras no Kansas e foram levados para uma reserva desprovida de valor. Porém, passadas algumas décadas, descobriu-se que no local se encontravam as mais vastas jazidas de petróleo dos Estados Unidos.

Para a obtenção desse petróleo, os prospetores tinham de pagar rendas e direitos de exploração aos Osage. Os dividendos trimestrais para a extração de crude chegaram a atingir milhares de dólares em benefício dos índios. De acordo com a imprensa norte-americana da época, no início dos anos 1920, os membros da tribo acumulavam coletivamente milhões e milhões de dólares sendo considerados o povo mais rico per capita do mundo.

Todavia, essa situação incomodava o Congresso norte-americano, que impôs uma série de medidas para restringir os gastos financeiros dos índios proprietários das jazidas de petróleo e incomodava também alguns homens brancos da região, que por ganância orquestraram esquemas para roubar e assassinar os Osage e ficar com o dinheiro deles, já que os direitos de exploração dos recursos da reserva só podiam ser transferidos por herança.

O massacre dos Osage era levado a cabo com ajuda das próprias autoridades. A rede incluía médicos, funcionários de funerárias, jornalistas e agentes da lei que organizavam o envenenamento dos Osage e encobriam os crimes, contando com a omissão da imprensa e das autoridades.

Só em março de 1923, após um pedido do conselho tribal dos Osage ao Governo Federal, é que foram enviados detetives para ajudar a investigar os casos. Essa investigação foi levada a cabo por J. Edgar Hoover, diretor do Escritório de Investigações do Departamento de Justiça, mas o processo prolongou-se durante vários anos, graças à preseverança de Hoover. Este escritório foi aliás a origem do FBI, que hoje todos conhecemos.

E mais não conto, para não estragar a ida ao cinema! Vão ver e depois passem por aqui para contar o que acharam! 

Veja aqui o trailer

Cá por casa, hoje há... Quartos de Marmelo no Forno

Desafio 1 Foto, 1 Texto - #6

03.11.23 | Ana D.

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Cá por casa continuamos na senda da doçaria com uma sobremesa feita com as frutas da época. Desta vez são quartos de marmelo no forno.

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Há por aí apreciadores(as)?

 


Participação no "Desafio 1 foto, 1 texto" em resposta à Isabel Silva do blog "pessoas e coisas da vida".